Bom fim de ano é assim, festas, desejos de felicidades, retrospectiva.
Estava lendo algumas coisas e resolvi deixar os meus desejos para o próximo ano.
Do blog da Mme. Mean fica minha impressão de que sou mesmo uma pessoa que tem alguma sabedoria, pois como ela escreve:
"Você, que tem mais sabedoria e bom-senso do que eu e que consegue curtir o Natal com sua família, aproveitar a ceia e dar risada enquanto abre os presentes; você, que não vê em cada sorriso a contraface da possível perda daquele sorriso e se agarra como louco àquele momento, desejando que ele não passe, e ele sempre passa; você, que vive o agora e que tem a (invejável) consciência de que a vida é feita de uma sucessão de agoras."
Eu acho isso mesmo, que a vida é um sucessão de agoras e que temos que viver intensamente o presente e as felicidades do dia-a-dia. Relembrando, vejo que minha vida até hoje teve muitos, muitos momentos felizes. Claro, intercalados com tristes.
Então, o que desejo para mim e para todos é que estes momentos felizes continuem a acontecer e que tenhamos muita sabedoria e bom-senso para curtí-los, aproveitá-los, eternizá-los na nossa memória. E que tenhamos "o desapego necessário para fruir as coisas enquanto elas são e aceitar pacificamente o seu fim, quando ele chegar".
E para 2008, uso as palavras do Reinaldo Azevedo, em seu blog:
Que em 2008 continuemos "buscando a porta sempre estreita da esperança, agarrando-nos à nossa fé um tanto desajeitada — a fé do homem —, que não cansa nunca de ser desconfiada".
Como ele, sou uma pessoa "de hábitos, que ama a rotina, que prefere a vida sem solavancos, que trata com certo desdém as grandes ambições minhas e alheias. Os relevos do espírito me interessam muito mais, e estes são percebidos, quase sempre, no silêncio de nossa intimidade, de nossa vida privada, individual, indivisível mesmo. Prefiro os marços, os abris, os maios, os agostos, quando as esperanças são mais serenas; os votos de felicidade, mais discretos; os anseios, menos pronunciados (...) Há em cada homem um olhar a um só tempo bruto e profundamente humano, como quem espera uma resposta que só virá se um dia pudermos olhar a face de Deus. É o olhar do desalento e da esperança com que o próprio Cristo olhou o mundo. E isso me comove, num misto de tristeza e alegria. E então peço a Deus que tire de mim qualquer anseio. Que me ensine a não querer nada".
É isto que desejo, que eu aprenda a não querer nada e que saiba sempre agradecer e aproveitar todas as dávidas recebidas e momentos felizes vividos com a família, com os amigos, com as pessoas próximas.
FELIZ 2008! Sabedoria, saúde e paz!
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