Depois de um fim de semana cheio (reuniões na escola, cabelereiro, festa de aniversário, encontrar amigos, compras de mês e muita arrumação) o dia começou da pior forma possível!
No sábado os dois passaram pelo ritual de cortar as madeixas.
Coisa que o César odeia!
Hoje ele não entrou por nada na aula de inglês. O motivo: estava com vergonha do cabelo cortado! Conversei, engrossei e acabei perdendo a cabeça!
Ele não entrou, chorou, eu fiquei nervosa, voltamos para casa e bati nele!
Estou péssima, odeio perder a cabeça e partir para a ignorância. Agora estou com dor de cabeça e de estômago e me sentindo a pior mãe do mundo.
Não sou a favor de bater, não tem desculpa para o que eu fiz.
Depois conversamos e disse a ele que tinha mesmo exagerado.
E que ele não se agarrasse a uma desculpa esfarrapada para entrar na aula de inglês.
Tudo que eu faço é para o bem dele. Menos bater é claro.
Estou aqui me penitenciando para que nunca mais faça isso e consiga reparar esse erro.
:(
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Wasting time or thinking time??

Estou com um sono horrível hoje.
Um estado gripal pode surgir?
Só sei que estou lendo um texto a duras penas, com os olhos querendo fechar.
O fim de semana foi muito bom, com um tempinho para curtir só o marido.
Minha maior preocupação é que os filhotes não atrapalhem a vida de quem ficou cuidando deles.
Mas correu tudo bem!
Depois de duas sextas-feiras com "lots of fun!" só posso pensar que não posso reclamar em nada da minha vida.
Lógico que tem uns ajustes finos (os quilinhos chatos que quero perder, as fotos para terminar de arrumar, os planos para concretizar em dois anos), mas nada que vá transformar a minha vida, nada que eu diga preciso disso para ser feliz agora.
Não preciso! Estou feliz! Tenho um marido que amo, dois filhos lindos de viver, um lar muito legal, amigos para dividir a vida, uma família grande que eu amo! Voltei a me exercitar. Arrumei várias bagunças da minha vida.
E acho que estou aprendendo a let it go!
As coisas chatas que vão acontecendo são parte da vida, do dia-a-dia.
Acho que fiz as pazes com o outro lado do SBDC. Acho que não guardo mágoas do início de ano profissional, que foi um bocado triste. Let it go! Aprendi minhas lições! Vou me esforçar ao máximo para não repetir os mesmos erros.
Devo me concentrar no que acho que posso melhorar e no que ainda posso fazer! Foi bom me afastar, mudar de ares, ver as coisas por outra perspectiva.
Agora é seguir em frente... Depois que esse sono horrível cessar...
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
E o Pai de Virgem...
Se um virginiano típico se envolver na rotina do filho você poderá se surpreender com sua metodologia e praticidade. Ele é engenhoso e detalhista. Aproveite suas dicas sobre como trocar fraldas e como segurar o bebê na hora do banho. Ele visualizará os melhores lugares da casa para organizar os acessórios infantis, desde as miudezas, até os verdadeiros trambolhos, como o carrinho de passeio, a banheira e os brinquedos de grande porte. Se o espaço disponível não for suficiente, talvez ele faça um plano de redução de gastos e passe a economizar para comprar uma casa maior. Ele tem uma incrível paciência para consertar os mais complicados brinquedinhos. Mais do que qualquer outro pai, ele acompanha atentamente os números do crescimento do bebê e lembrará as datas nas quais ele atingiu novas etapas do seu desenvolvimento.
A Mãe de Touro (Eu!!!)
Achei essa descrição no site www.bebe.com.br
Acho que é bem fidedigna. Não tenho mais bebezinhos, mas sim duas feríssimas que agitam o meu dia-a-dia, mas a essência é bem essa.
"A mãe taurina transmite estabilidade e segurança. Você é uma espécie de “porto-seguro” para o bebê, sempre atenta à sua rotina, alimentação e sono. Como é prática e organizada, sabe zelar pela ordem e tranqüilidade da casa, fazendo com que isso se reflita na emoção da família. Como boa observadora que é, você se diverte acompanhando os progressos do filho, passo-a-passo. E tem paciência suficiente para respeitar o tempo dele, sem apressá-lo a passar para o próximo estágio. É importante perceber e lidar com os próprios ciúmes e possessividade, pois no fundo você se sente a “dona do bebê” e não quer dividi-lo com ninguém. Durante a licença-maternidade, é bom aprender a controlar o apetite, para emagrecer e voltar à forma. Atividades como jardinagem e paisagismo, assim como viagens a hotéis-fazenda, lhe farão muito bem."
Acho que é bem fidedigna. Não tenho mais bebezinhos, mas sim duas feríssimas que agitam o meu dia-a-dia, mas a essência é bem essa.
"A mãe taurina transmite estabilidade e segurança. Você é uma espécie de “porto-seguro” para o bebê, sempre atenta à sua rotina, alimentação e sono. Como é prática e organizada, sabe zelar pela ordem e tranqüilidade da casa, fazendo com que isso se reflita na emoção da família. Como boa observadora que é, você se diverte acompanhando os progressos do filho, passo-a-passo. E tem paciência suficiente para respeitar o tempo dele, sem apressá-lo a passar para o próximo estágio. É importante perceber e lidar com os próprios ciúmes e possessividade, pois no fundo você se sente a “dona do bebê” e não quer dividi-lo com ninguém. Durante a licença-maternidade, é bom aprender a controlar o apetite, para emagrecer e voltar à forma. Atividades como jardinagem e paisagismo, assim como viagens a hotéis-fazenda, lhe farão muito bem."
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Correndo atrás de tudo que gostaria de fazer!
Esta foto foi tirada nas nossas férias de Julho. Faz parte de uma centena de fotos que selecionei para revelar, após um ANO inteirinho sem revelar uma foto sequer.
Minha vida tem sido uma correria só. Penso a todo tempo nas muitas coisas que tenho que fazer. Anoto na agenda, faço mil listas, resolvo muitas coisas no fim de semana, e durante a semana também. Escrevi no meu Facebook que minha to do list nunca acaba...
Estou sempre com algo atrasado.
E cuidar das fotos foi uma tarefa relegada ao último plano. Nos últimos dias tenho deixado outras coisas de lado para atualizar isso.
Amanhã acho que revelo as escolhidas. Depois vai ficar faltando arrumar tudo nos álbums e escrever... Aí outro atraso. Desde julho de 2007 não há uma legenda sequer escrita para as fotos.
Outra coisa que está parada... Queria muito voltar a me exercitar, mas não consigo encaixar horários na minha rotina semanal. Tá díficil.
Eu dou conta das outras coisas rotineiras, mas tem algumas que não consigo.
Queria ler mais também...
Queria ver mais filmes...
Bom enquanto esses dois lindos ai não são jovens que desdenham a minha presença, vou deixando coisas para depois. Para depois que eles crescerem...
Enquanto isso vou fazendo o mais importante para o dia-a-dia deles: levar ou buscar na escola, ajudar nos deveres de casa, cuidar da casa, fazer compras, brincar, jogar, ler histórias, conversar, dar banho, cuidar das roupas. E amá-los, muuuuiiito...
Minha vida tem sido uma correria só. Penso a todo tempo nas muitas coisas que tenho que fazer. Anoto na agenda, faço mil listas, resolvo muitas coisas no fim de semana, e durante a semana também. Escrevi no meu Facebook que minha to do list nunca acaba...Estou sempre com algo atrasado.
E cuidar das fotos foi uma tarefa relegada ao último plano. Nos últimos dias tenho deixado outras coisas de lado para atualizar isso.
Amanhã acho que revelo as escolhidas. Depois vai ficar faltando arrumar tudo nos álbums e escrever... Aí outro atraso. Desde julho de 2007 não há uma legenda sequer escrita para as fotos.
Outra coisa que está parada... Queria muito voltar a me exercitar, mas não consigo encaixar horários na minha rotina semanal. Tá díficil.
Eu dou conta das outras coisas rotineiras, mas tem algumas que não consigo.
Queria ler mais também...
Queria ver mais filmes...
Bom enquanto esses dois lindos ai não são jovens que desdenham a minha presença, vou deixando coisas para depois. Para depois que eles crescerem...
Enquanto isso vou fazendo o mais importante para o dia-a-dia deles: levar ou buscar na escola, ajudar nos deveres de casa, cuidar da casa, fazer compras, brincar, jogar, ler histórias, conversar, dar banho, cuidar das roupas. E amá-los, muuuuiiito...
Fotos das Crianças
Eba! Aprendi a colocar fotos no blog a partir do Picasa.
Nada como ter tempo para fuçar um pouquinho.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Férias daqui a 3 dias!
Na sexta...
Férias, que maravilha!
Tenho um milhão de planos e coisas para colocar em dia nas férias.
Primeiro descansar, depois as pendências.
Eu espero realmente conseguir fazer 100% delas.
E entre os planos está voltar a atualizar o blog.
Espero conseguir.
Férias, que maravilha!
Tenho um milhão de planos e coisas para colocar em dia nas férias.
Primeiro descansar, depois as pendências.
Eu espero realmente conseguir fazer 100% delas.
E entre os planos está voltar a atualizar o blog.
Espero conseguir.
Ontem eu chorei...
... Ao ver as imagens e o compacto da despedida do MJ.
Achei bonito, emocionante, de bom gosto.
Sempre que alguém se vai fica aquela sensação de que não valorizamos as pessoas enquanto elas estão vivas. Díficil isso. Mas é o que fazemos mesmo.
Por um lado, é bom vivermos sem pensar na morte.
Mas por outro, é preciso pensar nisso para valorizarmos o que temos e sempre, sempre dizer às pessoas que amamos como elas são importantes para nós.
O mais bonito para mim foi o irmão dele que cantou a música Smile do Charles Chaplin.
Me lembrei do quanto eu também a aprecio. Por isso transcrevo a letra.
SMILE
Charles Chaplin
Smile tho' your heart is aching
Smile even tho' it's breaking
When there are clouds in the sky you'll get by,
If you smile thro' your fear and sorrow,
Smile and maybe tomorrow
you'll see the sun come shining thro; for you
Light up your face with gladness,
Hide ev'ry trace of sadness,
Al -'tho a tear may be ever so near,
That's the time,
You must keep on trying,
Smile, what's the use of crying,
You'll find that life is still worth-while,
If you just smile...
Achei bonito, emocionante, de bom gosto.
Sempre que alguém se vai fica aquela sensação de que não valorizamos as pessoas enquanto elas estão vivas. Díficil isso. Mas é o que fazemos mesmo.
Por um lado, é bom vivermos sem pensar na morte.
Mas por outro, é preciso pensar nisso para valorizarmos o que temos e sempre, sempre dizer às pessoas que amamos como elas são importantes para nós.
O mais bonito para mim foi o irmão dele que cantou a música Smile do Charles Chaplin.
Me lembrei do quanto eu também a aprecio. Por isso transcrevo a letra.
SMILE
Charles Chaplin
Smile tho' your heart is aching
Smile even tho' it's breaking
When there are clouds in the sky you'll get by,
If you smile thro' your fear and sorrow,
Smile and maybe tomorrow
you'll see the sun come shining thro; for you
Light up your face with gladness,
Hide ev'ry trace of sadness,
Al -'tho a tear may be ever so near,
That's the time,
You must keep on trying,
Smile, what's the use of crying,
You'll find that life is still worth-while,
If you just smile...
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Ser Mãe!
Esse texto é lindo! E resume bem o que ser mãe!
SER MÃE...(simplesmente maravilhoso!)
¨Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em 'começar uma família'.
'Nós estamos fazendo uma pesquisa', ela diz, meio de brincadeira. 'Você acha que eu deveria ter um bebê?'
'Vai mudar a sua vida,' eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.
'Eu sei,' ela diz, 'nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas.. .'
Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.
Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar 'E se tivesse sido o MEU filho?' Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.
Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de Mãe!' fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.
Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.
Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.
Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.
Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida -- não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.
Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra. O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.
Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados. Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.
Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos. 'Você jamais se arrependerá', digo finalmente.
Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados. Este presente abençoado de Deus... que é ser Mãe.¨
SER MÃE...(simplesmente maravilhoso!)
¨Nós estamos sentadas almoçando quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em 'começar uma família'.
'Nós estamos fazendo uma pesquisa', ela diz, meio de brincadeira. 'Você acha que eu deveria ter um bebê?'
'Vai mudar a sua vida,' eu digo, cuidadosamente mantendo meu tom neutro.
'Eu sei,' ela diz, 'nada de dormir até tarde nos finais de semana, nada de férias espontâneas.. .'
Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha, tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.
Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar 'E se tivesse sido o MEU filho?' Que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar. Que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.
Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote. Que um grito urgente de Mãe!' fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.
Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos ela investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia ela entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.
Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina. Que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino ao invés do feminino no McDonald's se tornará um enorme dilema. Que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.
Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, ela se questionará constantemente como mãe.
Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que ela jamais se sentirá a mesma sobre si mesma. Que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho. Que ela a daria num segundo para salvar sua cria, mas que ela também começará a desejar por mais anos de vida -- não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.
Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias se tornarão medalhas de honra. O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.
Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que através da história tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados. Eu espero que ela possa entender porque eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que eu me torno temporariamente insana quando eu discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro de meus filhos.
Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Eu quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Eu quero que ela prove a alegria que é tão real que chega a doer. O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos. 'Você jamais se arrependerá', digo finalmente.
Então estico minha mão sobre a mesa, aperto a mão da minha filha e faço uma prece silenciosa por ela, e por mim, e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho este que é o mais maravilhoso dos chamados. Este presente abençoado de Deus... que é ser Mãe.¨
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Retomando!
Depois de um looongo tempo sem escrever, resolvi voltar.
Tenho pensado muito em voltar.
Deixei de escrever porque fui absorvida pela correria, pelas chateações, pelo depois eu escrevo...
Mas volto dedicando um poema aos meus filhos, porque tenho pensado muito na educação deles.
"Para Sara, Raquel, Lia e para todas as crianças"
Carlos Drummond de Andrade
Eu queria uma escola que cultivasse
a curiosidade de aprender
que é em vocês natural.
Eu queria uma escola que educasse
seu corpo e seus movimentos:
que possibilitasse seu crescimento
físico e sadio. Normal
Eu queria uma escola que lhes
ensinasse tudo sobre a natureza,
o ar, a matéria, as plantas, os animais,
seu próprio corpo. Deus.
Mas que ensinasse primeiro pela
observação, pela descoberta,
pela experimentação.
E que dessas coisas lhes ensinasse
não só o conhecer, como também
a aceitar, a amar e preservar.
Eu queria uma escola que lhes
ensinasse tudo sobre a nossa história
e a nossa terra de uma maneira
viva e atraente.
Eu queria uma escola que lhes
ensinasse a usarem bem a nossa língua,
a pensarem e a se expressarem
com clareza.
Eu queria uma escola que lhes
ensinassem a pensar, a raciocinar,
a procurar soluções.
Eu queria uma escola que desde cedo
usasse materiais concretos para que vocês pudessem ir formando
corretamente os conceitos matemáticos, os conceitos de números, as
operações... pedrinhas... só porcariinhas!... fazendo vocês aprenderem
brincando...
Oh! meu Deus!
Deus que livre vocês de uma escola
em que tenham que copiar pontos.
Deus que livre vocês de decorar
sem entender, nomes, datas, fatos...
Deus que livre vocês de aceitarem
conhecimentos "prontos",
mediocremente embalados
nos livros didáticos descartáveis.
Deus que livre vocês de ficarem
passivos, ouvindo e repetindo,
repetindo, repetindo...
Eu também queria uma escola
que ensinasse a conviver,
a coooperar,
a respeitar, a esperar, a saber viver
em comunidade, em união.
Que vocês aprendessem
a transformar e criar.
Que lhes desse múltiplos meios de
vocês expressarem cada
sentimento, cada drama, cada emoção.
Ah! E antes que eu me esqueça:
Deus que livre vocês
de um professor incompetente.
Tenho pensado muito em voltar.
Deixei de escrever porque fui absorvida pela correria, pelas chateações, pelo depois eu escrevo...
Mas volto dedicando um poema aos meus filhos, porque tenho pensado muito na educação deles.
"Para Sara, Raquel, Lia e para todas as crianças"
Carlos Drummond de Andrade
Eu queria uma escola que cultivasse
a curiosidade de aprender
que é em vocês natural.
Eu queria uma escola que educasse
seu corpo e seus movimentos:
que possibilitasse seu crescimento
físico e sadio. Normal
Eu queria uma escola que lhes
ensinasse tudo sobre a natureza,
o ar, a matéria, as plantas, os animais,
seu próprio corpo. Deus.
Mas que ensinasse primeiro pela
observação, pela descoberta,
pela experimentação.
E que dessas coisas lhes ensinasse
não só o conhecer, como também
a aceitar, a amar e preservar.
Eu queria uma escola que lhes
ensinasse tudo sobre a nossa história
e a nossa terra de uma maneira
viva e atraente.
Eu queria uma escola que lhes
ensinasse a usarem bem a nossa língua,
a pensarem e a se expressarem
com clareza.
Eu queria uma escola que lhes
ensinassem a pensar, a raciocinar,
a procurar soluções.
Eu queria uma escola que desde cedo
usasse materiais concretos para que vocês pudessem ir formando
corretamente os conceitos matemáticos, os conceitos de números, as
operações... pedrinhas... só porcariinhas!... fazendo vocês aprenderem
brincando...
Oh! meu Deus!
Deus que livre vocês de uma escola
em que tenham que copiar pontos.
Deus que livre vocês de decorar
sem entender, nomes, datas, fatos...
Deus que livre vocês de aceitarem
conhecimentos "prontos",
mediocremente embalados
nos livros didáticos descartáveis.
Deus que livre vocês de ficarem
passivos, ouvindo e repetindo,
repetindo, repetindo...
Eu também queria uma escola
que ensinasse a conviver,
a coooperar,
a respeitar, a esperar, a saber viver
em comunidade, em união.
Que vocês aprendessem
a transformar e criar.
Que lhes desse múltiplos meios de
vocês expressarem cada
sentimento, cada drama, cada emoção.
Ah! E antes que eu me esqueça:
Deus que livre vocês
de um professor incompetente.
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